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Ufa!
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Quantos torneios num ano só!
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Eu poderia estar mais satisfeito?
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Sim! Poderia!
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Apesar de o xadrez ser uma das minhas atividades preferidas (uma das, mas não a mais), ainda faltava algo.
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Vice em Jacarezinho, 3º em SAP, 6º em Apucarana, 35º em Londrina, 2º na Faculdade... Será que eu não ia conseguir ganhar nenhum torneio?
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Afinal, se o importante é competir, ganhar também é muito bom! O que seria do nosso ego sem as vitórias?
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O fim do ano chegou, e minha última chance seria participar do 6º Torneio de Xadrez de Ribeirão Claro. E vencer!
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Passei o ano viajando para jogar. Mas, como dizem, o bom filho à casa torna.
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E, desta vez, eu estava realmente motivado.
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Não apenas por não ter conseguido ainda nenhum primeiro lugar em 2008...
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Após vencer as duas últimas edições do Campeonato Municipal de Xadrez, em 2002 e 2004 (infelizmente não fizemos torneios com regularidade, todos os anos), eu tinha um título a manter. Minha luta seria pelo tricampeonato.
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Meu lamento fica pelo fato de eu não ter podido contar com a companhia (e a concorrência) de alguns dos melhores enxadristas da cidade, todos meus bons amigos e rivais de longa data.
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O Héverton, o Everton e o Pedrinho estavam ajudando na organização e arbitragem. Aliás, parabéns a eles, que fizeram um excelente trabalho! Se esforçaram muito e não pouparam energia e dedicação para que tudo corresse perfeitamente bem e sem problemas, antes durante e depois do evento! Mereciam premiações tanto quanto (ou até mais!) os próprios jogadores.
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Pedro de Barros, segundo árbitro, observa minha partida contra o Renan.
O Murilo, meu maior algoz, não marcou presença. Meu antigo professor, o Guto, também se quedou ausente. Outros antigos colegas de Clube de Xadrez, com o passar dos anos, seguiram outros caminhos.
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Confesso que fiquei até um pouco constrangido por ser o único jogador da velha guarda a participar do torneio...
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Mas a vida é assim. Minha vontade de vencer não se tornou menor por causa disso e, em todo caso, eu teria que me bater com os também fortes jogadores da nova geração.
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(Falando assim, eu me sinto um idoso. E tenho apenas 22 anos!).
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Então, as negras podem acionar o relógio!

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Primeira Rodada
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Na primeira rodada enfrentei Jéferson de Paula Pereira. Eu jogava com as peças pretas. Tive dois adversários: ele e meu nervosismo inicial. Nem a vitória ajudou a diminuir os níveis de adrenalina. Estava suado, tremendo, com a boca seca e a respiração ofegante. Mas o primeiro passo estava dado. O Jéferson terminou em 6º.
Segunda Rodada
Logo na segunda partida tive que encarar a Elisângela. Sempre osso duro de roer. No torneio inteiro foi contra ela que eu fiquei mais perto da derrota. Pendurei um peão e estava com a posição complicada. Certo momento usei uma torre para espetar os dois bispos, mas ela ainda tinha uma seqüência tática que me deixaria com dois peões de desvantagem e jogo praticamente perdido. Para minha sorte, no apuro do tempo e vendo os dois bispos atacados, ela fugiu com um, capturei o outro, fiquei com uma peça a mais e consegui vencer. Eu estava um pouco mais calmo, mas meu jogo ainda estava longe do ideal. Joguei de maneira muito imprecisa, tanto tática quanto estratégicamente. Mas o ponto veio. Minha amada foi a quarta colocada no geral e a GRANDE CAMPEÃ NA CATEGORIA FEMININO! PARABÉNS!
Terceira Rodada
Na terceira rodada joguei contra meu irmão João Ricardo, que ficou em terceiro no geral. Joga distraidamente, porém seus lances são rápidos e venenosos! Me deixou em grandes apuros desde o começo da partida, fugindo das linhas teóricas da siciliana e ameaçando mate em várias ocasiões. Me defendi como um leão e ele acabou pendurando a dama: se distraiu e não resistiu à tentação de capturar um peão com xeque. Mas o peão estava defendido... Depois disso, o caminho até o mate não foi muito trabalhoso. Dessa vez eu joguei bem e comecei a ganhar confiança, embora o nervosismo começasse a ser substituído pelo cansaço. Minha sorte foi que nossa partida terminou antes das outras. Deu tempo para correr no botequim do outro lado da rua comprar um pacote de amendoins fritos e salgados e uma coca-cola. A dose extra de lipídios, sódio e carboidratos foi muito revigorante.
Quarta rodada
Se vencesse meu amigo Renam Marques, eu teria boas chances de conseguir o tão sonhado primeiro lugar. O fato de jogar com as brancas ajudava. Decidi não inovar e jogar a Abertura Inglesa. O resultado foi melhor que o esperado. O Renan, que acabou em segundo, se atrapalhou todo com a posição fechada e com o ritmo lendo que eu impus na partida. Ele negligenciou a ocupação do centro com os peões e, graças a isso, consegui uma grande vantagem de espaço, colocando cada vez mais pressão na posição das pretas. Além disso, os dois bispos em fiancheto criavam perigosas ameaças. Sem muitas considerações táticas a serem feitas, conseguir jogar de maneira intuitiva e praticamente instantânea os melhores lances do ponto de vista estratégico, ao passo que ele gastava mais tempo para tentar encontrar meios para liberar o jogo. No fim das contas, cheguei ao final da partida com grande vantagem no tempo. Na pressão do relógio, ele sucumbiu ante um garfo de peão num cavalo e num bispo. Depois disso, a vitória veio naturalmente: com alguns táticos subseqüentes (ele tinha que jogar rápido, com menos de 3 minutos no relógio) transformei a vantagem posicional em material e arrematei com um mate. O título estava próximo. Só faltavam duas rodadas.
Quinta Rodada
Meu quinto adversário e o quinto colocado na classificação final foi o Kélsen. Também fugiu das linhas teóricas da siciliana, jogou trocando peças, e demorou para eu conseguir garimpar uma vantagenzinha de um peão. Alguns lances à frente, porém, também levou um garfo de peão num cavalo e num bispo e ficou com uma peça a menos. Mesmo com menos material se defendeu muito bem e de maneira precisa. Deu trabalho para capturar outra peça. Venci pelo tempo, o que me garantia o título antecipadamente.
Sexta Rodada
A sexta rodada foi mais tranqüila. Sob todos os aspectos. Já tinha o título garantido e, como era o único com 5 pontos e já tinha enfrentado todos os jogadores imediatamente abaixo da minha colocação, fui favorecido no emparceiramento e joguei contra o Marcos Vinicius, um dos mais novos jogadores do Clube e, portanto, um pouquinho menos experiente. Nova vitória. O Marcos terminou em 11º.
Assim, após 6 extenuantes rodadas no ritmo 20 x 20 durante 4 horas a fio (das 14:00 às 18:00, sem paradas), minha maior experiência contou bastante e eu terminei com 100% de aproveitamento, conquistando, pela terceira vez consecutiva, o título de Campeão Municipal de Xadrez. Para completar minha alegria, minha namorada Elisângela também levou o troféu de 1º lugar no feminino.
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4 comentários:
Agora ganhouuuu!!
Parabéns!
Já havia lido tudo isso no msn, neh?
Quando vc me passou as suas impressões de cada rodada! hehe
As mesa bem que poderiam ser mais altas hein??
Mas muito bom! O importante é sempre estar na "ativa"!!
Olá Ana. Obrigado pelos parabéns. Eu fiz apenas alguns acréscimos em relação ao texto que te passei por msn (e já tinha passado por outros colegas por e-mail).
As mesas são baixas porque, no local, é desenvolvido um projeto de xadrez escolar com crianças.
E parabéns pelas conquistas aí no seu Estado!
Paaaaaaul!
Tenho acompanhado o seu blog! Fico muito feliz com o resultado, e claro, me sinto um pouco como Você... Aos meus 22 aninhos, sou um dos membros da velha Guarda do meu Município... Afinal, jogo a 11 anos por aqui... Atual Tetra Campeão Municipal, 2004,2005,2007 e 2008.
Vc é um grande vitorioso Paulão!
Ah, mais uma vez obrigado pelo presente! Tenho aparecido poucas vezes no GDCX!
Opa! Vencer, na hora certa! Isso que importa!
Forte abraço! E mais uma vez... PARABÉNS!
Rafael Pimentel
www.cxguaira.blogspot.com
Valeu Rafael! Obrigado pelos parabéns. E fico feliz em saber que gostou do livro! É uma obra magnífica, mas que, infelizmente, até agora não tive oportunidade de lê-la (sabe como é... as coisas andam meio corridas na faculdade...).
Abraços, e um feliz e Santo Natal, e que o ano de 2009 seja melhores que os que se passaram!
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