sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Minhas Memórias Enxadrísticas - Capítulo 0.2: A Torre


A Casa da Cultura era um velho e elegante casarão onde, muito tempo atrás, morou o saudoso músico Luiz Carlos Paraná.

Lá pelos idos de 2000 a prefeitura adquiriu o imóvel, reformou-o e instalou no local um pequeno museu e a biblioteca pública municipal. Graças ao apoio do Departamento Municipal de Cultura conseguimos instalar nosso primeiro clube na "torre" da casa.


Durante meu tempo de clube de xadrez aprendemos muita coisa com o Guto, mas levou muito tempo até eu vencer minha primeira partida. Mais de um ano (!), se minhas contas não falham e minha memória não me trai. Tanto foi que eu quase abandonei o xadrez por pensar que não levava o mínimo de jeito...


Mas como a teimosia é uma das minhas marcas registradas, não desisti. E valeu a pena! Ao longo dos anos seguintes eu consegui vencer os três torneios que organizamos: um municipal em 2002, outro em 2004, e um intermunicipal também em 2004 (que era pra ser um regional, mas apenas uma equipe de Cambará se deu ao trabalho de nos visitar).

Kamilo x Paulo, no Torneio Municipal de Xadrez de Ribeirão Claro de 2004.


Juliete x Paulo, na primeira rodada do 1º Torneio Regional de Xadrez de Ribeirão Claro, em 2004.



Premiação do dito torneio regional, categoria Adultos. Da esquerda para a direita: Paulo, Héverto, Éverton e Rafael. Ao fundo, Francielli.



Quando o Guto sentiu que seu trabalho estava concluído e deixou o clube em nossas mãos (acho que isso aconteceu em 2003), eu tive a honra de ajudar o Héverton a dar aulas para os novos alunos (desta vez, numa sala cedida por uma das escolas da rede municipal de ensino).

Héverton dando aula para as meninas...




E eu acompanhando os rapazes. Quando tirei essa foto, no segundo semestre de 2004, fazia pouco tempo que recebi a feliz notícia de que fui aprovado no vestibular da Fundinop.


Eu adorava o xadrez, mas como nem tudo são flores e na vida real as pessoas tem responsabilidades, ao terminar o colégio tive apenas mais um ano de sossego antes de começar o corrido dia-a-dia de trabalhador assalariado e universitário.

Com efeito, a euforia que segue à aprovação num concorridíssimo vestibular e os primeiros sufocos da vida acadêmica simplesmente elidiram, durante algum tempo, todas as lembranças das 64 casas pretas e brancas.

E para fechar o post, segue abaixo uma de minhas antigas partidas, uma feliz vitória contra meu professor Guto, num dia que ele não estava muito inspirado e cometeu mais imprecisões que eu:



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